terça-feira, 27 de abril de 2010

A VIAGEM

A vida nao é exata hoje
suas fraçoes afloram meu peito inerte.
Dentro do onibus pra lugar nenhum
vou tentando a sorte...
Talvez eu traga flores no peito,
ou cravo no caixao,
nao sei...
Vou sem bagagem
passageira do nada,
trago na aljava
flechas para a proxima guerra
e lagrimas na vasilha do coraçao.
Vou sem dinheiro vida a fora
nessa estrada de avenidas e endereços.
Me lembro apenas
de uma casa onde fui feliz,
na rua das margaridas.
Eu, magnólia,
aqui dentro murcho
na poeira do asfalto,
onde sonhos
sao grafites na noite.

Joíra F.

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