domingo, 25 de abril de 2010

ECO

Calo-me diante da estranheza das palavras,

Emudeço bocas de poemas

e tinto de batom todos os fonemas

Aqueles que não aprendi na escola,

mas carreguei no ouvido da vida.

Emudeço lábios,

sons vocais,

ate que o murmúrio do que eu não disse

ecoe nos quatro cantos

da garganta muda.

(Joíra F.)

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