Sinhazinha branca na calçada
perdeu rumo de casa.
É mesmo sem causa essa menina,
desce correndo ladeira
mil vezes no tronco se amarra.
Sinhazinha branca nasceu livre
mas perdeu rumo de casa...
na senzala vira as costas
pro açoite doido da moçada.
Essa menina branca nao aprende
o que se aprende na senzala:
alma livre tá na testa
do sonho de quem a embala.
(Joíra F.)
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