domingo, 25 de abril de 2010

SUBMISSAO

Sinhazinha branca na calçada

perdeu rumo de casa.

É mesmo sem causa essa menina,

desce correndo ladeira

mil vezes no tronco se amarra.

Sinhazinha branca nasceu livre

mas perdeu rumo de casa...

na senzala vira as costas

pro açoite doido da moçada.

Essa menina branca nao aprende

o que se aprende na senzala:

alma livre tá na testa

do sonho de quem a embala.

(Joíra F.)

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