quinta-feira, 29 de abril de 2010

MEU CORAÇAO MAIS OU MENOS

Meu coraçao foi pedra noutro tempo
quando voce estava dentro,
Hoje leve, flutua feito pena
quando voce entra em cena.
Amanha será vulcao
misto de contradiçao
quando voce o dilacera
nessa droga de espera.
Meu coraçao era pedra de vento,
bastou voce me sorrir
pra se abrir bobo, em pensamento.

Joíra F.

EGOISMO

Em flor,
Olhos de narciso,
me volta pro umbigo.

Joíra F.

NOVOS PASSOS

Meus passos lentos
rumam pro infinito,
na terra do faz de conta
onde tudo conta
na conta do sentido.

Meus pés de bronze,
pisa terras de verdade,
é lamaceiro que nao acaba
na lama da vida
dessa vida liberdade!

Joíra F.

PARA VOCE LEMBRAR DE MIM

Repousar-te amor
nas palmas
nas caricias de teus dedos...
nascer borboleta
entre palmas de teus beijos.
Amar-te amor
ate voar infinito,
e pousar sossegada,
na memoria fina
dos teus sentidos.

Joíra F.

terça-feira, 27 de abril de 2010

PALAVRAS QUE DOEM

Por favor amor meu
cale-se!
Ouça o eco de tuas palavras,
doeu-me pra caracol.

Joíra F.



PONTE DA VIDA

Há uma ponte de quë de solidao

na solidao da ponte

duas pontas de um lado qualquer

e uma vida

a sempre, sempre...

pular da mesma ponte.

Tomba-se a vida,

salva-se as pontes

no fim...

so a solidao

da ponte.


(Joíra F.)

SEM GRAÇA

Nao,

Nao tem graça amor

a rosa da garça,

tem risos,

tem caras,

so nao tem graça

o amor a chorar,

assim...


(Joíra F.)

SAUDADE BICHO GRANDE

Sinto tua falta a crescer no dentro

raiz de fincar choro.

Saudade tem cor de terra,

cor de teus olhos,

às vezes marron,

às vezes breu.

As vezes a terra renasce

cria braços, pernas

e ate boca,

cria formas,

Cria ate você

me fazendo sombras.


(Joíra F. )

VÁ GANHAR O MUNDO, MEU BEM

Meu bem, meu bem...

traga o mundo na mala

que logo amanhece.

Embrulha em tuas maos finas

a bola da vida

e vás ganhar o mundo.

Amanha quando voltares,

guarde os sonhos na bola

que o mundo lhe cabe na mala

mas so amanhã...


(Joíra F.)

MAR DE VOCE


Você meu mar salgado,

ondas de gelo

que derrete maos,

Crio sonho azul,

e choro.


(Joíra F. )

PÉTALAS

Trago-te rosas em meu peito em flor,

os espinhos dilaceram o coraçao aberto.

O perfume que exala de ti

sao as pétalas doces do meu jardim.


Trago-te flores em meu peito em rosa

as petalas que roubei de ti

sao os espinhos exatos

que dilacera jardins.


Trago-te meu peito em flores

a rosa exata do perfume em ti,

meus olhos de espinhos doces

dilacera a rosa que roubou de mim.


Exatidao de pétalas em teu peito frouxo

no perfume espinho que sonhei pra mim.


Trago-te peito aberto. perfume de espinhos

numa petala de rosa.

coraçao do seu hardim.


Joíra F.

AMOR RUBRO AMOR

Seu amor de tinta rubra

sangrou-me ate amanha.

Você dilacerou alma

roubou-me a setima vida,

eu nem era gato

e doeu-me eternidades.


(Joíra F.)




CANÇAO PRA TI

Fiz uma cançao pra ti,

bemois que nao tem fim.

Enchi de clave em dó,

e o sol sorriu pra mim.

Fiz uma cançao por ti

sustenido de maré,

cantei de tras pra frente

lenta marcha de dá ré.

Fiz uma cançao pra ti

alheia que estava de mim,

dei um fá de suspiro

em um breve si de jasmim.

Fiz uma cançao pra ti ...

nesse desafino constante,

cantei uma estrofe leve

nessa pausa tao breve

messe acorde importante

e fim.


Joíra F

VIDRAÇA

Vejo a vida pela janela,
já são mil vidraças,
que não cabem sonhos.
Às vezes saio La fora
Mesmo aqui de dentro.
Enquanto olho vidros,
vejo meus olhos de vidraças,
quebro cacos ate amanha.

Joíra F.

FACES E FASES

Mil fases de me esconder

As mil fases que desfilei.

Aqui só

Eu e minhas faces,

Um só medo

Torna-nos a marca

De mais uma fase.

Joíra F.

OLHOS DE ONTEM

Hoje tenho olhos de nevoeiro aceso,

olhos de poeira no dentro...

olhos de pó de ontem.

Hoje tenho olhos, tenho pó, tenho ontem.

Em dias como esse,

prendo maos de pescoço

tenho cor laranja de moço bonito no sobre.

Tenho ombros de enlarguecer testa,

de levantar sombrancelha.

Tenho maos de prisao sutil em merenda

de fim de festa.

Quando pó espalha luzes de amanha,

abrigo esconderijo na pálpebra,

lata entupida de gente.

crio maos que correm pernas

em arco iris de cores.

Hoje eu voltei ontem

passeio no shoping, de moça besta

alma de chiclete e all star vermelho.

O coraçao de Titanic

acende filme de suspense e apaga luz de cinema.

Dias como esse é engolir torrada com manteiga

e brincar de íris esverdeada.

Quando a lua engole noite

escorre musica no altar

e cupido lança flecha.

Hoje tenho poeira de ontem

nos meus olhos de pó de campanha.

Hoje tenho olhos no dentro,

tenho ombros de enlarguecer testa!

(Joíra F.)



SEM TRONO


Rei
sem eira
nem beira
no abismo...
À beira
da loucura
da ex fartura
do precipicio...
Um rei
sem vinho,
sem casa,
sem vício!

Joíra F.

TE OUÇO

Quase chamo seu nome
me seguro!
Emudeço fios de Gram Bell,
paro na linha
interrompo vontades.
Devoro tua voz
que soa alto
na memória da minha cabeça.
Atende...
atende...
atende...
... Desligo!
Minha voz ecoa inquieta
nos passos da noite.

Joíra F.

EU FRAGIL



Sou entre trapos
- Eu, vaso de barro,
um caco entre outros cacos.

Joíra F.

SO

Está vazio
o mundo de coisas,
ilusao de nós dois.
Nada de cores
so infinito...
Voce na esquina
espera partindo
eu aqui dentro
vou e nao vou.
Chove, faz sol
viramos as costas
e continuamos só.

Joíra F.

EU LUA DE JUNHO

Nasci em junho,
com mil pés na cabeça,
menina com duas faces
geminiana de fases
Vulnerabilidade de vidas...
muitas cenas de falas,
palavras, palavras e palavras
mes de frio no equinocio,
dificil entender esse negocio -

Sou
Alice no país da maravilhas,
Polyana de inocencias
Cleopatra das traiçoes
Lucrecia Borges de amores
Isaura de escravidao
Afrodite, deusa do amor
Julieta, que morre sempre de paixao...

Sou
tres vidas por dia
confusão zodiacal
duas carinhas de anjos,
na face de mulher fatal...
Dizem todos que é o ar
Signo de mutações
Nas mil caras de Marias.
Nasci em junho por acaso
Sou filha do ocaso
Amante da ventania.
Nos outros meses do ano
Sou prima da maresia.
Nasço e morro o dia inteiro
Pra agüentar quem sou
De janeiro a janeiro...

Joíra F.

A VIAGEM

A vida nao é exata hoje
suas fraçoes afloram meu peito inerte.
Dentro do onibus pra lugar nenhum
vou tentando a sorte...
Talvez eu traga flores no peito,
ou cravo no caixao,
nao sei...
Vou sem bagagem
passageira do nada,
trago na aljava
flechas para a proxima guerra
e lagrimas na vasilha do coraçao.
Vou sem dinheiro vida a fora
nessa estrada de avenidas e endereços.
Me lembro apenas
de uma casa onde fui feliz,
na rua das margaridas.
Eu, magnólia,
aqui dentro murcho
na poeira do asfalto,
onde sonhos
sao grafites na noite.

Joíra F.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PAGINAS EM BRANCO

Nos dias perdidos do tempo idos

Findo páginas

Livro sem capa.

Reinicio,

Reinvento

Invento.

Sou livro branco

Pra novo escrito

(Joíra F.)

OLHOS DE RAÍZES

Devoras-me

Com um só do teu olhar,

Gira redemoinho

prende-me íris de raiz

desequilibrio de matar.

Falas e já nao te ouço

passeio pálpebras no encantar.

Feitiço de terra tem seus olhos

marrom da cor de jauá,

quero ser arvore crescendo caule

e no dentro enraizar...

ser broto,

ser fruto,

em um so do teu olhar.


(Joíra F.)

DE REPENTE EU

Surjo-me...

recém-nascida de teus braços,

nova em teus abraços.

Surjo...

bebê sem inôcencia,

trago-te minha consciencia

pecados incofessos sem penitência.

Trago-me...

criança inacabada,

cheia de culpas passadas

preciosidade triste despertada.

Dou-me...

adolescencia de rebeldia

... olhos sem magia

malícia a revilia.

Sou-me...

juventude transviada

insensatez na mala lacrada,

amores baratos

e mais nada.

Dou-lhe...

mulher de entardecer

cicatriz fechada,

feridas curadas e

peito a renascer.

Surjo-me...

recém nascida em teus braços...

Ajude-me a crescer!!!

(Joíra F.)

]



AMOR GUERREIRO

Celebremos meu bem

à tua chegada,

trouxeste tua lança afiada

no alforje de tuas verdades.

Foste tua ira infinda

pela falsidade,

o cadafalso seguro da prisao...

quebraste as portas.

Celebremos meu bem,

à tua chegada!

trouxeste contigo tuas botas pesadas,

os pés de bronze da desilusao.

Desamarraste as correntes,

abriste as frestas da prisao...

quEbraste as portas.

Celebremos meu bem

à tua chegada,

trouxeste contigo o alazao,

derrubastes mitos e lendas

falsos deuses e ilusao.

Reduziste mármore a pó,

abriste as grades da prsao...

quebraste as portas!

Celebremos à tua chegada meu bem!

Vieste desarmado

e tua propria vida

custou o preço da prisao...

(Joíra F.)

MORRER-TE

Quero amar-te

onda de desejo,

repousar-me,

sossegada em teu beijo,

enterrar-me

na covinha do teu queixo!

(Joíra F.)