sábado, 4 de junho de 2011

EXTREMAMENTE SO

Hoje bebo
horizontes de solidao
saudades do tempo de voce,
onde eu nao era coisa.
Hoje, desdivinizada
na realidade crua de tuas frias maos,
sou porto so,
nesse cais onde so existe eu,
sentada à beira do caminho
perplexa...
Procuro-te,
estás terrivelmente distraído
brincas de umbigo,
enquanto me ofereces
o trago do veneno que me deste.
Suicido-me.
Pulo mil vezes do precipicio em teu colo
você nem nota!

Joíra.F

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