domingo, 19 de junho de 2011

Ela, a poesia!


Hei de encontrar a rima

No absurdo da palavra.

A poesia que ora foge

É escrava do poeta.

É preciso inventar a rima,

Tirá-la a força da garganta.

O lugar mais profundo,

Esconderijo da rima

É no coração do poeta.

Ela pulsa, salta dos lábios

Sem querer,

E a gente,

Gente da poesia

Finge que ela está logo ali,

No sangue da alma

Bem ao alcance das mãos.


Joíra F.

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