
Hei de encontrar a rima
No absurdo da palavra.
A poesia que ora foge
É escrava do poeta.
É preciso inventar a rima,
Tirá-la a força da garganta.
O lugar mais profundo,
Esconderijo da rima
É no coração do poeta.
Ela pulsa, salta dos lábios
Sem querer,
E a gente,
Gente da poesia
Finge que ela está logo ali,
No sangue da alma
Bem ao alcance das mãos.
Joíra F.
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