O amor é um borralho,
nas minhas cartas de baralho.
É por certo coringa
nos meus versos cor de tinta.
É uma carta de As
na história dos meus anais.
É a carta de rei
que mata o que não sei.
Por vezes é rainha
que devora alma minha.
É trinca de paus
no peito dos homens maus.
O amor é espada,
que me fere desavisada.
O amor é vinte e um
que não posso trocar por um.
è cartada de truco
no coração de maluco.
O amor é um buraco
que fica e faz estrago.
O amor é só borralho
nessa vida de baralho.
Bati!
Joíra F.

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