segunda-feira, 30 de abril de 2012

O AMOR TEM DESSAS COISAS


Você abre a porta mas eu não vou.
dou uma volta e pouso em tuas mãos,
Talvez um dia eu vá e não volte,
por enquanto fico
Fico com portas abertas
com a alma presa nos desvãos.
Desequilíbrio de asas me bate vento
e caio, caio todo dia no seu não.
Mas eu volto,
todo dia eu volto um pouco
e fico...
Fico não sei onde de você,
fico no meio termo de me perder
no meio a meio do ser,
Ser livre, pássaro sem asas,
correr e morrer solto em casa.
Talvez eu morra no dentro,
talvez eu queira ser o centro,
bem no epicentro do ter.
Mas hoje sou asas e vou
e fico em todo lugar,
bem aqui dentro, perto de mim
espalhada pelo mundo
no mundo de minha gaiola,
minha gaiola de você.

Joíra F.


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