domingo, 24 de abril de 2011

È NOITE NA CIDADE



Chove
na cidade antipática.
Indiferente na noite
garoa cobre alma.
Nos bares enlatados
de gente bonita,
faz frio aos poucos
e lentamente,
goteja tristeza e
vapor de asfalto.
Tem háçito de outono
soprando boca de poema,
e adormece depois
a cidade antipática,
indiferente a quem olha
pela janela do carro.
Cheia de si
adormece mais uma vez,
bem nos meus olhos de neon.

Joíra F.

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