domingo, 21 de abril de 2013

CARPE DEAM

Deslize mãos ousadas
na pele quente do tempo 
e desça tua língua de sensações
na boca crua da noite.
Abra bem devagar,
as pernas úmidas da mãe terra
e plante teus desejos de pólen
no fundo afoito do sonho,
e sonhe!
Coma... e coma .. e coma ...
a carne lúdica da poesia.
Morda com êxtase
 o que te resta de ontem
e roça tua boca no lábios carnudos
do amanha...
Mas hoje,
Goza... goza...goza...
Goza na cara da vida
e solte teu sêmen no tempo
única semente que fecunda teus dias.

Joíra F.

domingo, 14 de abril de 2013

CONSTRUÇÃO

Andar sobre andar,
sem elevador...
escada feita de tempo e vácuo.
eu, paredes de zinco em flor.
Hora de cimento e cal.
Britas de sonhos e angústias
na minha construção.
Eu, em massa corrida,
eu, edifício de mim.
Meu Deus,
como É difícil...

Joíra F.