A selva engole pedras
encimenta almas
e ergue prédios.
A selva emudece bocas,
escancara as máscaras.
Nos tempos midiáticos,
a selva devora tempo,
distrai na tela o diálogo acabado.
A selva faz jargões
manipula a massa,
aliena a perspicácia.
A selva traz a tecla,
os clicks e claves na pedra,
na branca da memória RAM.
A selva traz amores virtuais,
quebra encantos reais,
Vida sobrepujando vida.
A selva encimenta tudo,
até o coração do homem.
Joíra F.
