Deslize mãos ousadas
na pele quente do tempo
e desça tua língua de sensações
na boca crua da noite.
Abra bem devagar,
as pernas úmidas da mãe terra
e plante teus desejos de pólen
no fundo afoito do sonho,
e sonhe!
Coma... e coma .. e coma ...
a carne lúdica da poesia.
Morda com êxtase
o que te resta de ontem
e roça tua boca no lábios carnudos
do amanha...
Mas hoje,
Goza... goza...goza...
Goza na cara da vida
e solte teu sêmen no tempo
única semente que fecunda teus dias.
Joíra F.